quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Abraço um Acordar? Será…


Abraço severo um olhar
Largo suave um vazio
Fico somente a contemplar
Um estranho arrepio.

Acordo de um pesadelo
Levando as mãos ao cabelo…

Amanhece neste lugar
Secando a geada fina
Será um abandonar?
Que envolve a minha sina.

Descontente sorriso forçado
De uma verdade mentirosa
Quem será o tal bastardo?
Que deixou morrer esta rosa.

14/10/09

Filipe Pires

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vive e Morre


Por entre a chuva chora
Uma estranha solidão;
Ah, onde será que mora?
Essa flor oculta de paixão.

Vagueia ela infeliz.
Há povo que conta:
Que é moça aprendiz!
Será que se consta?
O que se diz…

Por vezes o fim,
De quem é estimado,
Deixa na memória
Um início inacabado.

Não é única que me ocorre
Muito menos vive ou morre…

13/10/09

Filipe Pires

domingo, 11 de outubro de 2009

Eram Olhos Vivos


Olhos azuis afogados em tristeza
Olhos azuis que parecem névoas
São apenas olhos sem a sua beleza
Estes olhos debaixo de tréguas.

Eram tudo quando viam!
E continuam a ver…
Mas perderam a sua cor
Porque um dia fizeram sofrer

Que anil morto se tornaram
E que lágrimas derramaram.

18/07/09

Filipe Pires

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Que Se Espera


Bem-querer
E nada prever
Ser, ou vago?
Nisto…
Nada vos trago.

09/10/09

Filipe Pires

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Respirar A Chama


Vai brotando à medida que escrevo
Renascendo na vontade interior;
Instinto de um mero trevo
Que me traz a este mundo inferior

Vou calculando cada passo dado
Sem ter que contemplar o chão.
Vou sereno para ser amado
Por alguém que alenta paixão.

Aguardo estes segundos
Os tempos de fundos…

07/10/09

Filipe Pires

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A Tela Descrita


Traço linhas na tela
Desenvolvo com cores quentes
Surge o que há de belo nela
Por entre veras mentes

Alcanço um rosto delicado
De uns olhos sensíveis
Ocupo o branco oscilado
Em pinceladas perdíveis.

Completo esta pintura
Com uma breve assinatura.

02/10/09

Filipe Pires

Será Demente


Loucura é de loucos
O que sorri para mim!
Por vezes parece perto do fim
O que de moucos
Se aproxima do confim.
Seria de doidos:
Ser idiota ou nada ser?!

26/07/09

Filipe Pires