terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Algo Sem o Ser


Não sei se será ou se nada é!
Do palmo em punho à mão de semear
Faz a mente por remar contra o ar da maré...

Filipe Pires

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Num Abraço? Encontro-te


Perco-me num abraço.
Num dar de mão
Num toque que faço
Numa despedida de solidão

Ter olhos de olhar
Ter terra, quem sabe o céu,
Ter vida e amar
Ser vida em nuvens de véu
E num dia sonhar…

É um abraço
Este gesto que faço
Será um abraço
Seguro como aço?

23/08/09

Filipe Pires

São Passos Do Caminho


A vida é livre de saber.
Por mais que se caminhe
Acaba-se sempre por sofrer

A vida é estranha e incorrecta
Por vezes só
Mas sempre incompleta.

Não é menos vida
É mais desejo de experiência
Não são estradas e idas
Nem sonhos nem incompetência

Não é o que em nós cresceu
Não será o que alguém traz
Não é existência! Sou eu…
Que senti o que a vida faz.

10/08/09

Filipe Pires

Alguma Vontade


É por intuição o que escrevo
É, porque assim o sinto
É, pois claro, não o devo
Sai óbvio. Não minto!

Isto que cresce
Talvez, quem sabe, jamais esmorece.
Instinto que merece
Solto de punho forte
Confiante…não é sorte!
Nem corre pela morte

Ó aparecida vontade
És o meu poço
És a minha verdade.

11/10/09

Filipe Pires

sábado, 9 de janeiro de 2010

Haveria Algo Numa Ponte


Há uma distância que me separa
Como um vasto rio sem ponte
Esta agudeza que nunca me ampara
Desta entidade sem água nem fonte…

Sou clamado por clamar na miséria
Na lástima clamo pelo que sou!
Vou chamando a vida por séria
Em séria clama sem ida que vou.

Sou algures algo sem saber
O que vem e vai em mim?
Um ente vago sem querer,
Este querer sem nada ser,
Que se plantou no algo assim.

02/12/09

Filipe Pires

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Casa dos Clamores


Este cântico mudo
Estende as cordas vocais…
Só ao me sentir surdo
Que me encontro sem sentido
A engolir tons instrumentais.

Cofiando a barba, sereno no vagar,
Sentado, a prezar este soirée, em espera
Das deleitosas olhadelas a contemplar.
Vou admirando a senhora Vera!

Suas ancas curvam nas caminhadas
Como um baloiço em curtas idas
Seus olhos verdes de temporadas
(Dos delicados campos primaveris)
Do seu rosto, reflexos de vidas.

Ah, Vera…
Que toque mágico provas;
Das cantigas derivas
Do fado não saís
Sem ti, onde estão os vivas?!

Uma casa de fados traz voz
Voz em que se derrete num final
Final que se aplaude até à foz
Foz que se ecoa num timbre tal!

11/12/09

Amândio Lopes

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Vasto é Lorun


Julguei julgando um jogo que julgava, deveras, fantástico! Sentido de palavras...é engraçado.
Os nervos dificultam, o que aconteceu? Perdi! Mas, de facto, eu sei que vou ganhar para a próxima.

07/12/09

Filipe Pires