quarta-feira, 12 de maio de 2010

Silêncio Directo


Será que tenho feito?

Feito sem pensar

Ou, outrora, sem jeito

Num jeito julgar

Este feito sem jeito

Que me tormenta a contemplar

Será que se diz que fiz?

Fiz por ver no espelho do ser

Que ao ver fui o que se diz.

Não que por reflexos seja ser

Mas na questão de ver

Ainda sou o ente que me fiz

Ou, outrora, será que se diz que fiz?

Infelizmente ninguém mo diz!


--/--/10


Filipe Pires

Ocasião a Descrever


Parece que foi ontem…céus!

Aquela paisagem de saudade,

O horizonte ondulante em véus,

Ao som do lindíssimo chilrear

Dos pássaros entre a folhagem

Numa manhã fresca de fazer amar

Do toque amável da aragem.

Na minha incrédula palidez

Relembrava os momentos mudos

Sobre as flechas de ouro se fez

Os dias passados…só e surdos.

27/02/10


Amândio Lopes

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sem Eixo No Senso


Sinto a oculta adrenalina
Consumir por prazer a vontade
Desleixo o crer pela sina
Ao fingir a razão na saudade

Deixo o sentido ser
Por alma de cerrar
Nunca tive por colher
O pensamento de acabar.

--/04/10

Filipe Pires

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Algo a Citar


A imagem é o usar da escolha.

A justificação do objectivo é a razão da mente Feita.

O desejo é movido para o conhecimento a determinar da sua fonte.

23/04/10

Filipe Pires

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Surdo Momento



Fumo o meu cigarette a contemplar

O conhecimento pelo desenvolvimento

Será verdade que estou a fumar?

Ou, será a combustão do pensamento?


Cada conceito por concreto

No cintilante jeito esperto…

Da severa mente verto

Cada feito num mero certo.


As letras são perfume secreto

Para quê crer no poeta concreto?


11/03/2010


Filipe Pires

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Fora de Mim


Tragam o absinto!

Mais uns fortes tragos

E minto ao que sinto

Acabo comigo nos vagos

Sem nada ou ninguém

Quero mais um ou dois tragos

Que já me vejo como alguém.


Filipe Pires

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Algo Sem o Ser


Não sei se será ou se nada é!
Do palmo em punho à mão de semear
Faz a mente por remar contra o ar da maré...

Filipe Pires